A presença real de Cristo na Eucaristia se dá em detrimento da substância do pão. Ou seja, existe na hóstia consagrada apenas o acidente pão, mas a substância é do corpo de Cristo. O Catecismo da Igreja Católica afirma que a "ausência" é inversa, ou seja, a ausência é de pão, do contrário tem-se a heresia da empanação (crer que Jesus é consubstancial com o pão).
Importante: quando ocorre uma transubstanciação comum (capim -> carne de vaca), os acidentes também mudam. No caso do mistério eucarístico, muda a substância mas os acidentes permanecem os mesmos.
Fica a dúvida: o potencial embriagador do vinho consagrado é mera aparência ou é substancial?
Padre Paulo também faz um histórico da fé protestante com relação a Eucaristia. Os luteranos também acreditam que Jesus está presente ali, embora na forma branda da heresia da empanação. Lutero dizia que a união dos fiéis no culto é que produzia a presença de Cristo nas espécies. Já os calvinistas não acreditam de maneira nenhuma na presença real, afirmando que se trata apenas de um símbolo.
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Vale muito a pena rever a explicação aristotélica dada pelo Padre Paulo Ricardo. A distinção entre SUBSTÂNCIA E ACIDENTE serve para refutar o direito ao aborto, pois a pessoa humana mantém sempre a mesma substância desde a concepção até a fase adulta, embora sob acidentes diversos. Nós não somos capazes de "ver" a substância de uma coisa; só os acidentes são acessíveis aos nossos sentidos imediatos. Para ver a substância, é preciso o "olho" da inteligência ou da fé.
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