Resumo de O BANQUETE DO CORDEIRO, de Scott Hahn
"Só é possível compreender a Missa através do Apocalipse. E só é possível compreender o Apocalipse através da Missa."
PARTE 1 - O DOM DA MISSA
- Cristo bate à porta
- O que Scott Hahn viu na sua primeira Missa
- História do sacrifício no AT
- A Missa para os primeiros cristãos
- Entendendo as partes da Missa
PARTE 2 - A REVELAÇÃO DO CÉU
- "Voltei-me para trás e vi..."
- Quem é quem no paraíso
- Armagedom
- O Dia do Juízo: Sua misericórdia faz tremer
PARTE 3 - A REVELAÇÃO PARA O POVO
- Levantando o véu da noiva: como ver o invisível
- O combate da fé: fight or flight?
- Apocalipse como um álbum de família
- O rito tem poder: a diferença que a Missa faz
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PARTE 1 - O DOM DA MISSA
- Como disse João Paulo II, a Missa é o céu na terra. Essa supressão do
espaço-tempo fica óbvia no início da Liturgia
Eucarística, quando o sacerdote diz "corações ao alto" e a assembléia
canta o "Santo, Santo Santo" unida à multidão de anjos e de toda a beatitude celeste.
-
Existe uma relação estreita entre o Fim do Mundo e o Apocalipse, o
Apocalipse e a Missa, a Missa e a Segunda Vinda de Cristo, a Segunda
Vinda de Cristo e as atribulações da vida do cristão, enfim, entre a
vida diária do cristão e o Banquete do Cordeiro.
-
A Missa não é inteiramente conduzida por nós. Nós homens tomamos parte
de uma liturgia celeste. Na Missa, céu e terra se encontram.
- Cristo é o sacerdote verdadeiro, da ordem de Melquisedec. Cristo é o sumo-sacerdote, a vítima, o altar e Deus.
- A Missa é o evento mais importante de que um católico pode participar, mais do que se encontrar pessoalmente com o Papa.
-
São João é o único evangelista que chama Jesus de "Cordeiro de Deus".
Os outros títulos messiânicos de Jesus destoam desse título tipicamente
joanino: Leão de Judá, Rei, Deus, Salvador, Messias, Sacerdote, Profeta,
todos magnificentes.
- Isaac é uma figura Christi,
uma sombra de Cristo no Antigo Testamento. Filho único, Jesus carrega o
lenho nos ombros subindo o monte para ser sacrificado. De fato, o
primeiro versículo do primeiro Evangelho, Mt 1, 1, abre assim: Jesus
Cristo, filho de Abraão.
-
Com a construção do Templo de Jerusalém, por volta de 960 a.C., Israel
oferecia diariamente sacrifícios a Deus. Todo dia, os sacerdotes
ofereciam dois cordeiros, um pela manhã e outro pela tarde, para
expiação dos pecados do povo. Havia ainda oferendas privadas.
-
O Templo fora construído onde Melquisedec oferecia pão e vinho, onde
Abraão oferecera seu filho Isaac, onde Deus prometera ao povo um
Salvador davídico. Finalmente, no Templo eram feitos sacrifícios
idênticos ao de Abel: o sacrifício do cordeiro.
- Quando Jesus estava diante de Pilatos, o evangelho de São João acrescenta esta nota: "era o dia de preparação da Páscoa. Era aproximadamente a sexta hora" (Jo 19,14). A sexta hora era quando os sacerdotes estavam começando a esfolar os cordeiros pascais.
- O
Evangelho diz que nenhum dos ossos de Jesus foram quebrados para que
fosse cumprida a Sagrada Escritura (Jo 19,36). Exôdo 12, 46, diz que o
cordeiro pascal não deve ter os ossos quebrados. Além disso, a esponja
no ramo de hissopo era prescrita na Lei para espalhar o sangue do
cordeiro salvador (Ex 12, 22).
-Às
vésperas de o Templo de Jerusalém ser destruído pelo Imperador Romano,
por volta do ano 70d.C., os judeus sacrificaram milhares e milhares de
animais. Aquele culto havia se convertido num automatismo sem sentido.
Nem todo o sangue derramado do mundo poderia apagar os pecados da
humanidade. Era necessário um "sacrifício perfeito", como diz a Oração
Eucarística, ou seja, o sacrifício de um Santo, Santo, Santo: o
sacrifício do próprio Deus.
- À luz do Antigo Testamento, portanto, as fórmulas da Missa adquirem sentido pleno. "Senhor,
nós te oferecemos o corpo e o sangue do Teu Filho, o sacrifício
aceitável que traz a salvação para o mundo inteiro. Senhor, olhai com
bondade para o sacrifício que entregaste à Tua Igreja... (Oração Eucarística IV). Na Oração Eucarística I, esse aspecto fica ainda mais evidente.
-
Por alguma razão misteriosa, Cristo não quis encerrar a sua Páscoa num
momento historicamente datado. Ele quer que nós hoje tomemos parte na
Nova Aliança. Para renovar a Aliança com Deus, o cristão deve
literalmente comer a carne do cordeiro pascal - cordeiro que é o pão ázimo da eucaristia. Percebe como a Antiga e a Nova Aliança se fundem?
- Mahatma Gandhi tem uma frase ótima: "worship without sacrifice is an absurdity of the modern age".
- O sacrifício é uma necessidade do coração humano. Mas antes de Jesus nenhum sacrifício era suficiente. Diz o Salmo 116: "Como poderei retribuir ao Senhor por todo o bem que Ele me fez? Levantarei o cálice da salvação e invocarei seu santo nome". Como poderei retribuir? Indo à Missa.
-
O capítulo 11 da 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios é um breve tratado
sobre o tema. Lá o Apóstolo diz expressamente "aquilo que recebi vos
transmito", ou seja, a tradição da ceia passada de geração a geração; os
elementos eucarísticos do pão e do vinho, que são em verdade corpo e
sangue; a ordem pessoal e direta de Jesus para celebrarmos esse
mistério; a expressão "até que Ele venha", ou seja, o sentido
escatológico da Missa.
-
O ancestral litúrgico da Missa é o TODAH hebraico. A palavra significa
"ação de graças", tal como a palavra grega Eucaristia. O sentido social é
o banquete sacrificial compartilhado com amigos para celebrar e
agradecer a Deus. O TODAH começa relembrando um risco iminente de morte e
então celebra a ação libertadora/salvífica de Deus que livrou o homem
da morte. Um exemplo é o Salmo 69. Outro exemplo clássico é o Salmo 22,
que Jesus cita na cruz: começa com um choro de lamentação à beira da
morte e se encerra com uma nota triunfante da salvação divina. Tanto o
TODAH quanto a Eucaristia expressam seu culto em palavra e em refeição,
ambos incluem o sacrifício incruento de pão e vinho.
- Sem querer, os rabinos antigos fizeram uma previsão profética "Nos tempos messiânicos, todos os sacrifícios cessarão, salvo o todah. O todah jamais cessará, porque ele é eterno." (Pesikta Rabbati, I, p. 159).
-
Vale a pena ver de novo o final do capítulo 3, onde o autor expõe como a
Missa na Patrística já tinha a mesma estrutura de hoje. Santo Inácio de
Antioquia, São Justino Mártir e Santo Hipólito de Roma são referências
de leitura obrigatória.
ENTENDENDO AS PARTES DA MISSA
É um erro pensar que a oração deve ser puramente espontânea, livre, criativa. Desde o cristianismo primitivo já existia na Igreja uma lex orandi. A Sagrada Escritura conduz a uma Liturgia, a qual conduz a "the good sense of order".
As fórmulas e as rotinas não são coisas más. As fórmulas de
cumprimento, agradecimento, despedida são parte essencial dos
relacionamentos humanos. Todos ensinam seus filhos a dizer "obrigado".
Nenhuma esposa se cansa do "bom dia, meu amor". Com efeito, o amor
verdadeiro implica rotina e constância.
* sinal da cruz
-
Há registros de que os Padres da Igreja já faziam o sinal da cruz, o
qual tem o poder de bloquear toda bruxaria porque Satanás é impotente
diante da cruz de Nosso Senhor.
- O
sinal da cruz resume o Credo num gesto. Proclamamos a fé trinitária na
qual fomos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
renovando com esse gesto a aliança do Batismo.
-
Professamos que a nossa redenção está na cruz de Nosso Senhor. Assim o
maior pecado da história se torna o mais misericordioso ato de amor e
revelador do infinito poder divino. Pela cruz participamos da natureza
divina (2Pe 1,4).
-
O sinal da cruz resume pois os mistérios da Trindade, Encarnação e
Redenção. No Oriente, é feito com o polegar preso ao mindinho,
simbolizando ainda a dupla natureza de Cristo divino e humano.
-
A renovação do juramento do Batismo remete à noção de testemunho. O
cristão é chamado a testemunhar sua fé, a combater o bom combate com a
armadura de Efésios 6. Assim, o sinal da cruz é como a promessa que uma
testemunha faz diante do tribunal
com a mão sobre a Bíblia. Porque não somos espectadores da Missa, mas
sim partícipes e testemunhas. Somos chamados a dizer a verdade a
respeito da fé apostólica, até ao martírio de cruz se preciso.
* ato penitencial
- Se estamos diante de um tribunal, quem está sendo julgado? Nós mesmos! E quem me acusa? Eu mesmo!
- A Didache já estabelecia que a confissão dos pecados devia preceder a nossa participação na Eucaristia.
- Ninguém está isento de pecado (1Jo 1,9 e Prov 24,16).
- No Kyrie, suplicamos misericórdia. Isso resume bem o que a Missa é: a misericórdia de Deus.
- A fórmula do Kyrie é bíblica (Sl 6,2 e Mt 15, 22).
* glória
-
O Glória inicia com outra fórmula bíblica, aquela da noite de Natal. Os
versos seguintes ecoam os louvores angélicos de Ap 15, 3-4.
-
No Glória, testemunhamos o poder de Deus. A oração cristã não deve
apenas pedir e agradecer, mas também louvar e exaltar a Deus.
* leituras
-
Um católico que vai diariamente à Missa terá lido a Bíblia inteira em
três anos, pois o calendário litúrgico está planejado para esse fim.
- Por isso, o Lecionário é um excelente antídoto contra a tendência protestante de ler apenas os livros preferidos da Bíblia.
-
Aliás, o fato histórico é que a Bíblia nasceu na Missa. Como assim? O
cânon do NT foi uma forma de restringir quais livros poderiam compor e
ser lidos durante a Liturgia.
A Missa é pois o "habitat natural" da Bíblia. Observe que São Paulo diz
que a fé vem pelo ouvido (Rm 10,17), e não pela leitura. Até porque no
cristianismo primitivo não existia indústria gráfica (a imprensa só foi
inventada quinze séculos depois). Ademais, era caríssimo comprar a cópia
de um manuscrito na Antiguidade. Além disso, havia poucas pessoas
alfabetizadas. Por acaso a fé dos primeiros cristãos era inconsistente
porque não liam a Bíblia?
- Jesus está presente na Palavra como está presente na Eucaristia (Dei Verbum 21).
-
Assim como o Verbo está presente na hóstia insossa, o Espírito Santo
opera em nós através de uma homilia aparentemente "sem graça".
* credo
- Eis os dogmas pelos quais os primeiros cristãos sofreram prisão e morte no Império Romano! Precisa dizer mais alguma coisa?
-
A respeito daqueles artigos da fé os cristãos também derramaram sangue
em guerras fratricidas: muitas heresias ameaçaram a fé trinitária, a
dupla natureza de Cristo e outros pontos inegociáveis definidos em
Nicéia (325) e Constantinopla (381).
- As Igrejas orientais cantam o Credo, não o recitam mecanicamente, porque o Credo traz a Boa-Nova evangélica que é a razão da nossa alegria!
* ofertório
-
Neste ponto, podemos abrir uma digressão:
Os adventistas acusam os católicos de negligenciarem o Antigo
Testamento. Mas onde estão no culto protestante o sacrifício, a
oferenda, os perfumes do Levítico? Ora, somente a Igreja Católica
preserva a integralidade do culto bíblico do Pentateuco ao Apocalipse,
como veremos adiante.
-
Nas igrejas orientais, os católicos se reúnem durante a semana para
fabricar o vinho e produzir o pão comunitários. O gesto é lindo e
significa que nós oferecemos eclesialmente o que somos e o que temos.
Deus pode receber o que é temporal e transformar em eterno, o que é
humano e transformar em divino. Entrega, irmão, todo o ser na Missa,
oferece as tuas angústias, mas também os teus talentos, o teu pecado e a
tua esperança, enfim todo o teu ser deve ser oferecido ao Senhor na
mesa eucarística (Lumen Gentium 34). Tudo o que temos é levado ao altar
para ser santificado em Cristo!
-
Por isso, o sacerdote mistura o vinho e a água. Simboliza as duas
naturezas de Jesus, divina e humana, misturadas. Assim o mistério da
Encarnação perdura em nós que somos igreja, corpo místico de Cristo -
igreja unida a Ele como os dois líquidos que jorraram de Seu lado
aberto.
- O Pai não recusa essa oferta.
* corações ao alto
- Este é o verdadeiro sentido do "arrebatamento" de Ap 1:10, cuja interpretação causa polêmica entre os protestantes. A visão mística de São João é detalhada em Ap 4, 1-2. Que arrebatamento é este? O versículo Ap 1:10 é a única vez em toda a Bíblia que se chama o primeiro dia da semana de Dia do Senhor: HE KYRIAKÉ HEMERA. O autor do Apocalipse estava celebrando uma Missa no domingo.
-
Vai começar a Liturgia Eucarística... São João está vendo anjos por
toda parte! Tem anjos voando neste lugar, no meio do Povo, em cima do
altar, subindo e descendo em todas as direções. Não sei se a Igreja
subiu ou se o Céu desceu... só sei que está cheia dos anjos de Deus
porque o próprio Deus está aqui...
- Em Ap 4,8 canta-se o SANTO, SANTO, SANTO (Trisagion, no Oriente).
-
A Oração Eucarística evidencia que a Nova Aliança não é um livro; é uma
AÇÃO. É a ação eucarística. Isso é um absurdo? Só se for absurdo
bíblico, pois Jesus diz "fazei isto em memória de mim" (1 Cor, 11). Ele
não disse "escrevam isto" ou "leiam isto", mas "fazei".
-
Aliás, nada mais bíblico do que a narrativa da instituição da
eucaristia em Lucas 22. E 1Cor 11 não deixa dúvidas de que os primeiros
cristãos repetiam esse ritual da "ceia do Senhor", que era uma ordem
dada pelo próprio Jesus, como Ele insistiu duramente na Sinagoga de
Cafarnaum.
-
A Igreja Católica leva a sério o discurso de Cafarnaum. Se ali o Senhor
estivesse falando em metáforas, poderia ter explicado de outras formas,
como fazia com as parábolas em que explicava o que significa a
"semente", os "espinhos", o "dono da vinícola" etc. Ao contrário, o
Senhor insiste no sentido literal daquelas palavras e interpela os
discípulos se eles também querem ir embora diante da dureza do seu
ensinamento. Ora, ninguém quer ser mal-entendido na hora da morte. Na
angústia da morte, na hora extrema, as pessoas falam a sério. Até hoje
os exegetas e filólogos não conseguem aceitar que Sócrates estivesse
realmente se referindo à dívida de um galo na hora da morte.
- É plenamente bíblico crer na presença real de Cristo na Eucaristia. É a atitude mais bíblica a fazer!
- Deus quer que a Sua Aliança seja recordada, isto é, renovada. Como os hebreus têm suas festas e um calendário litúrgico para re-lembrar as ações salvíficas de Deus na história de Israel, a Missa é a renovação da Nova Aliança. Por ordem de Jesus: "fazei isto em memória de mim". E São Paulo agrega: "até que Ele venha".
-
A memória da Nova Aliança não é imaginativa. É concreta, sensível,
palpável. É literalmente "carne". Ao entrar numa Missa liturgicamente bem preparada,
nos ajoelhamos e nos curvamos, cantamos, ouvimos o sino, inalamos o
incenso, vemos o cálice da salvação levantado, pegamos e provamos o
Senhor vivo. "Now I know why God gave me a body: to whorship Him". Agora eu sei porque Deus me deu um corpo de presente: para dar glória a Ele no culto com seu Povo.
* amén
- São Jerônimo conta que, na Roma do século IV, os templos pagãos tremiam quando os cristãos pronunciavam "O Grande Amém".
* Pai Nosso
- A liturgia é um encontro de família.
- Tanto o Pai-Nosso quanto a Missa pleiteiam o céu na terra.
-
Se renovamos as promessas do Batismo, somos "crianças" nascidas
de novo, então podemos chamar o Ser Supremo com essa intimidade... "Pai Nosso", Abba.
- Existe uma conexão estreita entre o maná do AT e o pão da Eucaristia. Na oração do Pai Nosso pedimos esse "pão nosso de cada dia" que é o maná eucarístico.
* rito da comunhão
- A igreja é o corpo místico de Cristo. Nele somos um. Essa koinonía é expressa no abraço da paz.
- O abraço da paz é um gesto que simboliza o mandamento de Jesus: "Reconcilia-te com o teu irmão primeiro antes de se aproximar do altar" (Mt 5, 24).
- O AGNUS DEI QUI TOLLIS PECCATA MUNDI rememora: a Páscoa do Êxodo; a Misericórdia de Deus; a profecia de João Batista no Jordão; a Paz da redenção.
- Em seguida, pronunciamos as palavras do centurião romano: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra..." (Mt 8,8).
- Enfim, recebemos Aquele que louvamos no Glória e professamos no Credo, Aquele que é a Salvação esperada desde o princípio e que virá no futuro para julgar os vivos e os mortos e o Seu reino não terá fim.
* ritos finais
- O nome antigo é Divina Liturgia. O termo Missa vem da expressão latina com que o sacerdote despede os fiéis: "Ite, missa est". Literalmente, se trata de um envio, de uma missão. Em inglês, not a dismissal, but a commissioning.
Deixamos a Missa para experimentar na vida ordinária o mistério de sacrifício que acabamos de celebrar.
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PARTE 2 - REVELAÇÃO DO CÉU
- Existe uma conexão estreita entre o maná do AT e o pão da Eucaristia. Na oração do Pai Nosso pedimos esse "pão nosso de cada dia" que é o maná eucarístico.
* rito da comunhão
- A igreja é o corpo místico de Cristo. Nele somos um. Essa koinonía é expressa no abraço da paz.
- O abraço da paz é um gesto que simboliza o mandamento de Jesus: "Reconcilia-te com o teu irmão primeiro antes de se aproximar do altar" (Mt 5, 24).
- O AGNUS DEI QUI TOLLIS PECCATA MUNDI rememora: a Páscoa do Êxodo; a Misericórdia de Deus; a profecia de João Batista no Jordão; a Paz da redenção.
- Em seguida, pronunciamos as palavras do centurião romano: "Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra..." (Mt 8,8).
- Enfim, recebemos Aquele que louvamos no Glória e professamos no Credo, Aquele que é a Salvação esperada desde o princípio e que virá no futuro para julgar os vivos e os mortos e o Seu reino não terá fim.
* ritos finais
- O nome antigo é Divina Liturgia. O termo Missa vem da expressão latina com que o sacerdote despede os fiéis: "Ite, missa est". Literalmente, se trata de um envio, de uma missão. Em inglês, not a dismissal, but a commissioning.
Deixamos a Missa para experimentar na vida ordinária o mistério de sacrifício que acabamos de celebrar.
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PARTE 2 - REVELAÇÃO DO CÉU